O que pode salvar o mundo? O amor pela beleza.
Cores da Terra
'A terra é o teu barco, não a tua morada' T.L.
segunda-feira, dezembro 10, 2012
quarta-feira, novembro 28, 2012
Este blog acabou?
Não, este blog não acabou. Está a dormir. Em hibernação. Não acabou a motivação para o fazer. Não mudaram as razões porque o fazia. Mudou sim, a forma de o fazer. Um blog pode também ser uma viagem. Nos dias de hoje quase todas as viagens se fazem por terreno desconhecido, à excepção das viagens físicas. É incerto o futuro, a própria noção do presente e do passado se vai progressivamente revelando mais multi-facetada, mais complexa do que supunha. Porque estava enganada? Não necessariamente. Uma vida inteira não chega para compreender tudo o que há para compreender. Talvez muitas vidas não cheguem.
Dizem (que Leonardo disse) que a simplicidade é o último grau de sofisticação. Talvez seja. É, pelo menos, a forma de 'resolver' a complexidade desordenada. E a natureza é assim.
Mas não é simplista.
É isso que eu procuro quando penso nas cores da terra, a forma de encontrar a simplicidade para além da complexidade. Ainda sob uma forma demasiado nebulosa para que algo inteligível ou minimamente interessante possa vir para aqui. Algo em que valha a pena gastar tempo, o meu ou o de alguém que ainda se dedique a espalhar os olhos por um blog no meio deste mar de informação. E como o tempo se torna escasso num mar de informação...
Este blog está, portanto, a meditar :)
domingo, abril 29, 2012
Parêntesis
De notar que...
As causas não estão em causa. Nunca estiveram. Apenas o uso que se faz delas.
O caminho.
As causas não estão em causa. Nunca estiveram. Apenas o uso que se faz delas.
O caminho.
O cinzento e a liberdade
"As 'grandes causas' são um espantoso conforto para não se olhar para dentro e para se fugir de si próprio. Isto não é fácil de dizer, mas é inteiramente assim. Ou seja, a dedicação completa a uma causa é muitas vezes a contraparte de uma enorme dificuldade em conseguir viver os detalhes."
Miguel Portas, em entrevista ao Expresso.
Se o Miguel Portas não tivesse morrido tinha-me passado despercebida esta interessante entrevista, no meio do mar de informação que inunda os dias. Certeiro. A dedicação a causas é muitas vezes reveladora de um profundo egoísmo, uma enorme necessidade de afirmação pessoal. Como o é o apego aos bens materiais, a necessidade de luxo e ostentação. Duas faces da mesma moeda. Cinzenta, como a natureza humana prisioneira de si própria.
A liberdade começa e acaba aqui.
Mas não são as causas que tornam o mundo um lugar melhor? Os grandes ideais? As grandes revoluções? Ou será que até hoje o mundo nunca se tornou um lugar verdadeiramente melhor, apesar de todas as causas?
Provavelmente não. Nem mais justo, nem mais verde. Nem mais livre.
A resposta tem que estar em outro lado. Dela dependerá a sobrevivência do mundo tal como o conhecemos. Ou não.
Se o Miguel Portas não tivesse morrido tinha-me passado despercebida esta interessante entrevista, no meio do mar de informação que inunda os dias. Certeiro. A dedicação a causas é muitas vezes reveladora de um profundo egoísmo, uma enorme necessidade de afirmação pessoal. Como o é o apego aos bens materiais, a necessidade de luxo e ostentação. Duas faces da mesma moeda. Cinzenta, como a natureza humana prisioneira de si própria.
A liberdade começa e acaba aqui.
Mas não são as causas que tornam o mundo um lugar melhor? Os grandes ideais? As grandes revoluções? Ou será que até hoje o mundo nunca se tornou um lugar verdadeiramente melhor, apesar de todas as causas?
Provavelmente não. Nem mais justo, nem mais verde. Nem mais livre.
A resposta tem que estar em outro lado. Dela dependerá a sobrevivência do mundo tal como o conhecemos. Ou não.
domingo, abril 22, 2012
sábado, abril 21, 2012
terça-feira, março 27, 2012
'Going home'
Este blog está parado. Não foi exactamente por preguiça ou falta de tempo que parou. Embora a falta de tempo tenha sido quse uma constante nestes últimos tempos. Muito mais contribuiu a falta de vontade de escrever. O panorama não é inspirador. A recente crise financeira é a ponta de um iceberg que há muito se previa que ia aparecer. A especulação financeira, a turbulência que arrastou países como o nosso para a crise, apenas anteciparam uma outra crise inevitável, e mais profunda, para a qual ninguém se preparou: o colapso resultante do esgotamento dos combustíveis fósseis, e de outros recursos não renováveis, os problemas ambientais crescentes resultantes de um sistema insustentável a vários níveis.
Precisávamos fazer uma transição para a era pós petróleo, para um sistema sustentável que, à semelhança da natureza, utilizasse apenas recursos renováveis, e reciclasse todos os seus resíduos. Um sistema que corrigisse os imensos desiquilíbrios causados pela folia do último século.
Não o fizemos a tempo. As experiências que existem são pouco significativas e não se generalizaram o suficiente para que a sociedade como um todo fizesse uma transição pacífica para um novo sistema. Pese embora que agitação social que se vive se deve em parte a sistemas de governação incompetentes, coniventes e geradores de injustiças, ela seria inevitável, mais tarde ou mais cedo, enquanto se insistisse num modelo que assenta no crescimento do consumo de recursos não renováveis. E é esse o modelo global que continua a vigorar. Mesmo as experiências piloto que vão surgindo por esse mundo fora, também em Portugal, são dependentes do mesmo sistema global.
Continuam a ser inevitáveis os conflitos, as convulsões, o agravamento dos problemas ambientais. Enquanto não existir uma consciência e uma vontade colectivas de mudar profundamente o sistema, resta-nos assistir como espectadores a mudanças convulsivas, turbulentas, geradoras de injustiças e sofrimento imprevisíveis.
Não acredito em revoluções. Não acredito em soluções violentas. Situações de turbulência, desiquilíbrio e confusão, são o campo fértil para os oportunistas, demagogos e falsos salvadores, vindos frequentemente dos vários extremos políticos obsoletos, que foram incapazes de encontrar soluções ao longo das últimas décadas ou séculos. E no entanto parece ser isso que nos espera. É difícil encontrar orientação neste panorama. Individual e colectivamente.
Mas também é verdade que apenas os grandes desafios produzem mudanças efectivas.
"Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas foi nele que espelhou o céu".
Resta-nos portanto procurar o caminho de volta a casa...
quarta-feira, outubro 05, 2011
Uma viagem sem regresso
"El crédito ha dejado de fluir libremente y ya no podemos “comprar con dinero que no tenemos cosas que no necesitamos para impresionar a gente que no nos cae bien”, en palabras del economista y escritor Álex Rovira." Daqui.
Durante décadas fomos incitados ao consumo, habilmente convencidos pelas artes publicitárias que aí residia a nossa felicidade.
Durante décadas deixámo-nos arrastar por um modo de vida cada vez mais alienante, apesar de cada vez mais conscientes de que esse modo de vida era ecologicamente insustentável. Agora, graças às trapalhadas da engenharia financeira, somos finalmente confrontados com uma realidade à qual não poderíamos fugir eternamente.
Temos que aprender a viver com menos. Infelizmente para algumas pessoas essa adaptação está a ser cruelmente injusta. A não adaptação, a continuação da fuga para a frente, insistindo num modelo ecologica e socialmente insustentável, poderá ter consequências trágicas para todos.
Viver com menos não significa necessariamente viver mal. Nem tão pouco voltar ao passado. Uma gestão adequada dos recursos existentes, uma clarificação das prioridades e das reais necessidades dos indivíduos e da sociedade, poderia proporcionar uma vida digna e confortável a todos. Provavelmente mais feliz.
Poderia. Mas isso significa questionar todos os pressupostos actuais do modelo de desenvolvimento. Mais do que isso, dos objectivos de vida de cada um. Do conceito de felicidade.
E terá que ser feito por todos. Estamos todos no mesmo barco. Partilhamos a mesma casa. A Terra pertence a todos, e estamos de tal forma interligados que não poderemos continuar a puxar o barco em direcções opostas. Podemos estar perante uma destruição colectiva sem precedentes.
Seremos capazes?
(Não perder o artigo citado, da edição on-line da revista Integral)
quinta-feira, setembro 29, 2011
quarta-feira, setembro 28, 2011
terça-feira, setembro 27, 2011
segunda-feira, setembro 26, 2011
The Circular Economy
A verdade é que poderia haver solução para tanta coisa.
Mas talvez seja inevitável o destino do homem ser soturno. Como o dos deuses, condenado a um eterno crepúsculo. Um destino circular, feito de mortes e renascimentos. O tempo em que os falsos profetas revelam a sua verdadeira face é um sinal. Vivemos tempos de mudança. Para onde vamos?
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
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