... Eh, so that an act was moral for Kant if it, if it accorded with your duty - these are ethical terms, duties and obligations, and so on - so you had a duty and an obligation to do something. And, normally, these would go against your inclination, what it is you wanted to do. So that a moral act was an act which was in accordance with your moral or ethical duty and it ran against what you wanted to do, against your inclinations. Now what Naess has tried to do, is to shift the whole ground away from ethics, as we normally understand it in the Western ethical tradition, or Western philosophical tradition, and move moreover to what's called 'ontology', or the nature of reality, so that that becomes the ground. Now, through spiritual development, or psychological development, as we move away from the ego, and then we start to identify with other humans, and then we identify with animals and plants and the ecosystems; when we actually identify with them, this becomes part of our being: we see ourselves in these other creatures, in humans and so on. Then he shifts it over to ontology.
... Então uma acção era moral para Kant, se estivesse de acordo com o dever - estes são termos éticos, deveres, obrigações, etc – então haveria um dever, uma obrigação para fazer algo. E, normalmente, isto iria contra as inclinações da pessoa, contra o que ela desejava. Portanto uma acção moral seria uma acção que estaria de acordo com o dever moral e ético, mas que contrariaria os desejos e inclinações. O que Naess tentou foi tentar afastar a base dos assuntos da ética, tal como normalmente a entendemos na tradição ética ocidental, ou na tradição filosófica ocidental, e move-los para a chamada ‘ontologia’, ou natureza da realidade, para que isso se torne a base. Então, através do desenvolvimento espiritual ou psicológico, à medida que nos afastamos do ego, e nos começamos a identificar com outros humanos, com animais, plantas e ecossistemas; quando finalmente nos identificamos com eles, eles tornam-se parte do nosso ser: vemo-nos a nós próprios nestas outras criaturas, noutros humanos, etc. Então muda-se para a ontologia.
Now a beautiful act, for Kant, is an act where we act with our inclinations, so that it's what we want to do, so we want to protect the animals, we're not acting against our inclinations. And eh... So Naess then says, OK, what we want, what we want to promote, are beautiful acts as opposed to moral acts, so if our personality, our psychology, is changed, then we'll want do these things. So they won't be a moral act, they will be a beautiful act. They will be coming out of our inclination, what it is that we want to do.
... Então uma acção era moral para Kant, se estivesse de acordo com o dever - estes são termos éticos, deveres, obrigações, etc – então haveria um dever, uma obrigação para fazer algo. E, normalmente, isto iria contra as inclinações da pessoa, contra o que ela desejava. Portanto uma acção moral seria uma acção que estaria de acordo com o dever moral e ético, mas que contrariaria os desejos e inclinações. O que Naess tentou foi tentar afastar a base dos assuntos da ética, tal como normalmente a entendemos na tradição ética ocidental, ou na tradição filosófica ocidental, e move-los para a chamada ‘ontologia’, ou natureza da realidade, para que isso se torne a base. Então, através do desenvolvimento espiritual ou psicológico, à medida que nos afastamos do ego, e nos começamos a identificar com outros humanos, com animais, plantas e ecossistemas; quando finalmente nos identificamos com eles, eles tornam-se parte do nosso ser: vemo-nos a nós próprios nestas outras criaturas, noutros humanos, etc. Então muda-se para a ontologia.
Now a beautiful act, for Kant, is an act where we act with our inclinations, so that it's what we want to do, so we want to protect the animals, we're not acting against our inclinations. And eh... So Naess then says, OK, what we want, what we want to promote, are beautiful acts as opposed to moral acts, so if our personality, our psychology, is changed, then we'll want do these things. So they won't be a moral act, they will be a beautiful act. They will be coming out of our inclination, what it is that we want to do.
Agora, uma acção bela, para Kant, é aquela que fazemos de acordo com as nossas inclinações, é aquilo que queremos fazer, então se quisermos proteger os animais não estaremos a ir contra as nossas inclinações. Então Naess diz, OK, o que nós queremos, o que queremos promover, são acções belas, em oposição a acções morais, portanto se a nossa psicologia, a nossa personalidade, mudar, nós quereremos fazer estas coisas. Não serão acções morais, serão acções belas. Elas sairão das nossas inclinações, daquilo que queremos fazer.
George Sessions em The Call of the Mountain, documentário referido no post anterior.
George Sessions in The Call of the Mountain


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